Acordamos na encantadora Itacaré, em um dia nublado porém bem quente (famoso mormaço), pelo menos não choveu, fomos a praia central da cidade, no mirante ponta do Xaréu (onde deve ter o por do sol mais lindo da cidade) e também nas praias que ficam um pouquinho mais distantes do centro, tudo a pé, as coisas lá são todas uma pertinho da outra, a nossa praia preferida foi a Tiririca, bem movimentada bastante gente surfando, como quando chegamos era bem cedo não eram nem 9h ainda as barracas ainda não estavam abertas e eu (Gabi) estava morrendo de sede porque sou sedentária e tem uma subidinha pra chegar nessas praias, mas vale muito a pena porque são solidíssimas e cercadas de natureza vimos diversos macaquinhos no caminho desses amigáveis uma fofura. Importante ressaltar que nas praias de lá até pra respirar você paga, o guarda sol a cadeira ainda que você consuma na barraca é R$ 20,00 (nesse valor está incluso wifi mas o acesso a rede simplesmente não existe) e não passa cartão, tem uma bica de água doce na praia pra tirar o sal do mar, banheiro mas acabamos não pagando porque perguntamos antes para o rapaz que nos alugou a cadeira de praia se passava cartão e ele disse que sim, porém ás 11h a barraca onde tinha a máquina de cartão não tinha aberto e precisávamos ir por causa do check out do hotel, então ficou por isso mesmo.

Fomos ao hotel para pegar a moto e procurar algum lugar menos caro para almoçar e lavar as roupas, lá tem uma lavanderia self-service (o valor é um pouco acima do normal mas nada exorbitante), lavamos as roupas e lá conhecemos uma moça que mora em Itacaré e ela nos recomendou o restaurante ”La em Casa de Minas” o proprietário super gentil, nos deu várias dicas para o nosso próximo objetivo, e a comida incrível bem mineira mesmo, as porções são grandes e o Rhuan dividimos um prato e ainda sobrou e o almoço saiu por R$ 35,00 com bebida bem diferente da faixa de preço comum dos restaurantes turísticos, recomendamos muito esse local e queremos muito voltar.

Nos despedimos de Itacaré bem tristinhos pois queríamos muito ficar, porém o quarto já tinha sido alugado para outra pessoa então fomos para a próxima aventura: Valença.

É relativamente perto de Itacaré (pra quem já andou 15h em um dia o que são 2h não é mesmo?), ficamos hospedados no camping do SESI de Valença, tava bem vazio, por ser ponto de partida para os que querem visitar Morro de São Paulo sem pagar um rim nas hospedagens de lá, em Valença tem um valor menor mas para a nossa margem ficava ainda um pouco salgado as hospedagens em hotel, no SESI pagamos R$ 98,00 reais (com café da manhã incluso e o café é incrível com tudo o que tem direito) nós dois, o camping é ótimo tem ponto de energia, banheiro bem estruturado com água quente e tínhamos acesso a piscina e restaurante dentro do complexo para comprar comida aberto até ás 22h. Na piscina conhecemos a professora que da aula de natação ela nos explicou como faríamos para ir de ônibus até o atracadouro (local de onde saem os barcos para Morro de São Paulo) tínhamos vontade de deixar a moto no camping e ir de ônibus porque se deixássemos a moto em um estacionamento teríamos que ir para Morro com os capacetes e jaquetas (coisas que eles não guardam lá), porém teríamos que pagar mais uma diária para deixarmos a moto em segurança, mas como o povo de Deus sempre vence, nessa mesma piscina conhecemos a dona de um dos estacionamentos e essa moça disse que pediria para o rapaz guardar na guarita pra nós nossos objetos pessoais para podermos ir tranquilamente sem ter que carregar peso (*Dica* quando forem viajar de moto levem uma mochilinha para carregar as toalhas e chinelos a gente não levou e saímos em todas as fotos com a toalha na mão), nesse mesmo dia aconteceu uma situação meio chata… enquanto o Rhuan pegava informações com a professora um moço que estava fazendo aula de natação viu que no colete do moto clube dele tinha escrito (Brasília-DF) e começou a tentar intimidar e provocar ele alegando que ele era Bolsonarista só por ser daqui (ele é? é!) mas nem tinha falado nada e o rapaz começou a dizer que ele não prestava, daí pra baixo, se isso acontecer com qualquer de vocês por mais que na hora nosso impulso é responder e brigar, não o façam, não deem margem pra essas pessoas seja pelo motivo que for, lembrem que estão em um estado diferente em que não conhecem ninguém e mesmo que conheçam não é saudável, e se a gente briga e esse rapaz volta em um momento que não estamos prontos para nos defender? então engolimos calados e seguimos nosso caminho.


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